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Voltei, mas o que há para comemorar?
Cantinho para escrever, escrever e escrever (e ser uma metamorfose ambulante).
O óbvio da vez é que “a vida é uma caixinha de surpresas” é como um jogo de Gatcha com login diário, às vezes até tem uma chance ali de sair alguma coisa dahora, normalmente sai coisas ok, padrão, mas às vezes também você cai numa “maré de azar” e só vem coisa bosta ou que você já tem há muito tempo — espera, alguém disse problemas financeiros? Insônia? Depressão? Ansiedade? Imediatismo torando no juízo? Ou então eu tô ouvindo coisas já? /piadas & drama.
Se esse texto chegou à sua caixa de entrada, posso afirmar algumas coisas:
Coitade de você, deveria repensar suas leituras /piada de novo;
Uma árdua batalha épica foi travada na minha cabeça e a versão que decide postar venceu;
Talvez essa seja a edição mais lúcida ou a mais confusa de todas até agora, depende do ponto de vista de quem estiver lendo;
Foi escrito ao longo de meses e tem no texto uns 3 momentos completamente diferentes e eu não tirei nada, tá tudo aí.
Sempre que você ver uma data, saiba que é referente a um desses momentos. Às vezes vai ter um parênteses no meio, mas se não tiver nova data continue considerando a data anterior porque foi só um comentário breve feito no dia de hoje;
Como só abri o texto e descarreguei as palavras que estavam incomodando na cabeça: parabéns, se você não tiver útero você acabou de ganhar um passeio pela mente de uma pessoa com útero que todo mês tem que lidar com os hormônios mudando tudo dentro de si, yaaaay 🎉🎉🎉🎉
Se você nunca fez terapia, saiba que é uma parada que pode ser mais ou menos assim que nem esse texto, você chega lá, descarrega um monte de coisas mais ou menos organizadas (depende do momento e de quem fala) e a pessoa do outro lado te escuta (nunca subestime isso se não te dou um peteleco), mas mais que isso, você também se escuta;
Eu poderia reservar essas palavras para a minha psi né, mas talvez você se identifique aqui e ali, pois mais vida real que isso, impossível e eu acredito que espiar a doideira da cabeça de outra pessoa pode vir a ajudar um cadim a organizar nossa própria bagunça;
Vá por sua conta e risco e boa sorte! / gen
Obrigada por estar na minha vida de alguma maneira, também 🙂
04/09:
Já aconteceu trinta milhões de coisas desde a última vez que compartilhei algo aqui e esse é o terceiro ou quarto texto que escrevo (e só isso mesmo, ninguém além de mim leu). Reli agora de madrugada e ainda acho que dá um caldinho, ainda são coisas com as quais eu concordo e poderia vir a compartilhar. Mas já falei um monte sobre isso nas tentativas anteriores de voltar, vou te poupar um pouquinho.
Acho que agora vai, pois eu até consegui pensar numa música perfeita para essa edição!
Metamorfose ambulante — Canção de Raul Seixas ‧ 1973
Hoje tá tão fora do padrão que vai ter música no começo, no meio e no fim.

Eu poderia ficar horas relendo a letra dessas músicas e correlacionando com a minha vida atualmente.
Um dia desses eu fiz esse desenho (eu consegui finalmente usar aquarela! fiquei tão feliz!) e não é sobre arte, composição ou boniteza, tá? Era para expressar um sentimento mesmo.

até tirar a foto eu nem lembrava que tinha coisa escrita junto do desenho!
Esses negocinho no papel deveriam ser pegadas, o ponto de saída e de chegada é o mesmo sempre e cada cor representa uma tentativa de seguir em frente (ou não tão em frente como você pode perceber).
Seria tããããão mais fácil se fosse como os passinhos marrons, mas nunca é (por isso mesmo escolhi essa cor que eu ainda mal uso no dia a dia), nunca é direto e reto assim, nunca é o caminho mais fácil ou rápido. Às vezes você volta no meio do caminho, seja para o ponto inicial, seja para outra etapa do trajeto e segue um rumo diferente.
Pra mim esse desenho representa movimento, estar viva, ser essa metamorfose ambulante que o Raul Seixas falou. Ou, vai ver a vida é um labirinto mesmo e a gente passa toda ela tentando desviar dos becos sem saída ou criando saída onde não tem.
Eu comecei a aprender a desenhar nesse meio tempo, no sentido de estudar mesmo como fazer, pois percebi que eu sempre quis aprender isso, mas não tive a oportunidade os os recursos mínimos necessários para tentar antes e por recursos mínimos necessários, lê-se: autoconfiança, incentivo, ambiente favorável, espaço interno disponível dentro de mim mesma para lidar com todo o processo.
21/08:
Uma vida de coisas aconteceram e sinceramente nesse dia de hoje tô com preguiça de atualizar isso, até porque provavelmente não importa no fim das contas. Se estou aqui foi por uma decisão racional por compreender os benefícios da escrita na minha vida. Quem sabe eu tenha ficado tão mal justamente por ter parado de escrever quando achei que já era seguro, mas aparentemente nunca é seguro parar de escrever, pra mim pelo menos não.
Eu pretendia voltar no dia 11/08 eu até escrevi um textinho legal sobre esse retorno, mas por algum motivo do qual nem faço mais ideia, simplesmente escrevi e larguei pra lá. (provavelmente ainda estava sem energia para sentar a bunda em frente ao pc e organizar tudo). Tentando fazer isso agora dia 21/08 eu leio o que escrevi há apenas 10 dias e estou revirando os olhos com o otimismo barato nas minhas palavras.
Por algum motivo (desconfio de alguns) caí numa espiral de pessimismo e tá difícil de ver qualquer coisa boa ao meu redor, juro, tô me esforçando, mas tirando meu trabalho como psicóloga, quando finalmente posso sair da minha cabeça para estar inteiramente disponível para as pessoas que eu atendo, todo o resto parece merda recheada de bosta pra mim.
Não sei se já falei isso aqui, mas eu odeio o fato de ter um útero e isso significar que você passará boa parte da sua vida lidando com oscilações hormonais e de humor. Isso se for isso mesmo, ainda é uma hipótese, mas tô cansada demais pra ir atrás de descobrir qualquer coisa.
(04/09: Spoiler - não era só isso, mas eu jurava que tinha descoberto o vilão da minha vida!) continuando…
Minha outra hipótese, construída em conversas com o Ben enquanto conseguia conversar com ele pois nem isso tô conseguindo, pois estou me odiando agora e com isso fico com a sensação de que todos ao redor sentem o mesmo, (eu sei, tenho que procurar as evidências sobre isso, mas eu tô tão insuportável que estou dando claros motivos para isso então não dá nem para me defender). É que depois de tanto tempo finalmente eu tive um semestre inteiro de estabilidade em alguma coisa.
Estabilidade no sentido de não ocorrer nenhuma grande mudança na minha vida, os anteriores foram recheados demais disso, chegada do Ben, aproximação de Thiago na nossa vida, 3 mudanças de casas desde que ele chegou pra morar comigo, até bater carro já bati e olhe que nem dirigir eu sei!
Mudei para um lugar e me fixei nele desde janeiro, ok feito isso agora os sentimentos estão livres para fazer a festa na minha cabeça e eu, que estava até um tempo desse crente e abafando que já tinha me entendido com essa galera, descobri que não, porque obviamente tudo muda o tempo todo e já dizia um certo senhor das antigas:
“Nenhum homem pode banhar-se duas vezes no mesmo rio… pois na segunda vez o rio já não é o mesmo, nem tão pouco o homem!”
Se eu gosto dessa frase, minha psicóloga gosta 2x mais, já perdi as contas de quantas vezes ela citou esse senhor nas minhas sessões com ela.
Sabe o pior? Se deixar eu faço a mesma coisa com minhas meninas, eu sei que ela tem razão, “o ruim” de fazer terapia com alguém que segue a mesma abordagem que você é que muitas vezes você nem saí da sessão e já tá tipo “caralho mas isso é tão óbvio eu sei disso, por que diabos saber disso não faz diferença nenhuma na prática?”!
Eu estou constantemente muito revoltada com este fato: estudo tanto sobre a mente, sobre emoções, sobre o contexto sócio histórico e os caralho a quatro, mas nada disso importa, na hora de sentir eu vou sentir e nada vai me impedir disso muito menos explicar.
Nessas horas eu sempre lembro de um reel de uma pessoa que sigo lá no insta, elu também é psi, na época do reel era estudante ainda (daí você já tira como elu é foda - minha aposta é que daqui uns anos vou acompanhar elu fazendo parte de alguma mudança dahora na psicologia BR no que diz respeito às questões de pessoas trans NB, etc)
O vídeo é sobre intelectualização dos sentimentos: (dá pra você ver aqui)

(04/09: Eu devia tatuar o que tem escrito nesse print, sinceramente!)
Tem algum teórico que fala sobre isso? Não sei e nem me importa, tô saturada de ter que ficar procurando o teórico para justificar o que me parece óbvio, eu só concordo com isso e pronto. (e isso talvez seja ranço de situações do passado - eu sei a importância, só tô insuportável mesmo, como já avisei).
Enfim, fez sentido pra mim, tá por aqui.
Percebo que essa raiva toda por ter que sentir meus sentimentos é o puro suco dessa intelectualização que elu fala.
Como assim eu estudo isso e isso não me torna superior a nada?
Capaz que essa seja a expectativa ao estudar e eu nem percebi.
O que é ridículo pois ao mesmo tempo eu não gosto nadinha dessa lógica de tal coisa te fazer ser superior a outra pessoa. Então fico com raiva também por ter caído nessa ladainha.
Ou então eu só esteja sentindo muita raiva sabe lá porquê e ao invés de ir lá caçar o motivo real eu fico direcionando pra mim mesma? Pode ser, uma nova hipótese criada ao vivo pra quem quiser ver.
Hoje não tenho flores, só espinhos!
(04/09: kkkkk gzuis quanto drama!)
Enfim chega de reclamar pois tem duas pessoas ao meu redor pegando no pesado fazendo tarefas de casa e eu aqui escrevendo, isso.
Vou deixar abaixo o que escrevi do dia 11 e em algumas partes como eu mesma escreveria isso com meu estado de espírito atual.

Uma colagem que eu fiz sobre meus 3 estados de espirito | Preciso atualizar essa colagem já que agora eu também sinto raiva na TPM.
11/08:
O retorno da Fênix incompleta, mas viva
O óbvio da vez é que às vezes a gente só precisa de uma pausa e tudo bem
21/08:
Mais uma tentativa que provavelmente falhará em algum momento então nem me animo mais.
O óbvio da vez é que às vezes a vida é uma merda e você só consegue enxergar isso e não tá tudo bem, com certeza algo de errado não está certo.
04/09:
Vocês já fizeram esse exercício de ficar relendo algo que vocês escreveram antes? Cara pode ser depressivamente muito divertido se você estiver num dia ok.

“Eu sou uma piada para você?” — Sim
11/08:
Estou de volta o/ não que eu imagine você do lado daí fazendo uma dancinha da vitória, mas me imagine fazendo isso nesse exato momento:

irra!
21/08:
Aparentemente voltei, mas não sei por quanto tempo pois é sempre assim afinal, nunca consigo me manter muito tempo atenta a algo pelo visto e tenho quase certeza que já reclamei disso aqui.

Nessa energia
04/09:
Sem novos comentários, cara…


Às vezes só uns memes mesmo pra falar por nós…
11/08:
Antes de começar a escrever nem lembrava quando foi que eu escrevi pela última vez, mas me lembro de mencionar minha montanha russa sentimental. Ou pelo menos sei que escrevi sobre isso, não sei se publiquei.
Nesse meio tempo eu até cheguei a sentar em frente ao Pc e escrever algo, rendeu uns dois textos legais mas não fiz nada sobre isso. Eu estava num daqueles momentos em que a vida perde o sentido.
Com alguma frequência ao longo da minha vida isso acontece, nesses momentos eu lembro de um trecho específico de uma música específica que fica tocando em loop na minha cabeça.
"É que há dias em que nada faz sentido e os sinais que me ligam ao mundo se desligam".
Túnel do tempo — Canção de Frejat ‧ 2003
+10 anos que ela toca na minha cabeça em algum momento — foda que revendo o clipe agora eu lembro que a música começa sobre um relacionamento, mas ela definitivamente se transforma e pode ser entendida de diversas maneiras. Tenta aí.
(04/09: O restante do refrão também é legal para o momento atual da minha vida. Mas o fato é que a frase que mais se repete em mim é aquela que coloquei mesmo. Quando nada mais faz sentido.)
21/08:
Sempre que eu começo a pensar demais nessa música eu já sei que é por que algo não tá bem na minha cabeça. Já faz alguns anos que eu sei disso e investigo em terapia o que mulesta desencadeia isso, não sei ainda, mas na última incursão dentro de mim mesma junto com Beatriz, ela levantou a hipótese disso simplesmente ser meu funcionamento normal.
Eu xinguei horrores! Que merda de funcionamento filha da putinha viu! Taquepariu! Custava me deixar viver em paz, poha!?
11/08:
Olhar por essa perspectiva fez algo se encaixar pra mim, pelo menos, não digo que encontrei a resposta, mas algo se acalmou dentro de mim quando olhei assim. Por ora vou trabalhar com essa informação.
21/08:
Foda é que o quer que eu tenha achado já se perdeu.
04/09:

11/08:
Isso me fez pensar na Aline Valek, eu gosto muito dela, num curso dela no doméstica que assistir com o Ben (ou foi em alguma das Newsletter dela? Nem sei mais) mas eu lembro de ela falando que parte do processo criativo dela passa por um vale das sombras, um ponto em que mesmo ela, uma escritora tão foda renomada e famosa, se vê duvidando de si e da qualidade do que faz. O que é um absurdo porque tudo que essa mulher faz ou fala é foda pra caramba! Mas eu super entendo o sentimento.
Quantas vezes achei pessoas incríveis e fodas e fiquei frustada ao perceber que eles não tinham um pingo de noção disso em si mesmos? (Oi Ben!?)
É tipo quando eu vejo uma pessoa gorda e acho ela lindíssima mas não consigo me achar linda também! Ou quando a gente sempre acha que está gorda e olha uma foto antiga e percebe que não era verdade mas lembra que naquele momento acha isso também. É uma distorção muito bizarra. Recentemente isso aconteceu comigo em relação a desenhos também! Eu tinha certeza na época que os desenhos estavam horríveis, fui ver de novo, achei tudo tão fofo!
21/08:
Ainda acho que ficaram bons os desenhos, isso só mostra que eu sempre tive esse problema de distorção na minha percepção? Capaz.
04/09:
Com certeza você tem isso, senhora! [leia com uma voz anasalada de ume atendente de telemarketing]

11:08:
Então e se isso que acontece com a Aline acontecer comigo na vida como um todo e não só no processo criativo como a Aline menciona?
Do tanto que eu ando monitorando eu sei que tem sim um pezinho de culpa na fase lútea que a gente se sente pior que o chão embaixo do cocô do cavalo do bandido, mas a duração disso na minha vida me diz que não é só isso. Pelo menos eu sei que posso descartar bipolaridade pois nunca tive um mísero comportamento de risco comum ao estado de mania.
21/08:
Não é a resposta completa mas certamente é um dos fatores. Eu concluí isso depois desses 10 dias. E voltamos ao ódio ao útero.
04/08:
Tem pitadas de capetalismo também, como sempre. Mas me recuso a falar sobre isso hoje, cansei desse assunto, tive terapia ontem e só falei disso!
11/08:
Uma grandiosa e queridissima amiga do passado que eu vou chamar aqui de Lhama 🦙 uma vez fez pra mim este desenho após uma profunda conversa em que eu falei a ela a imagem que tinha de mim mesma como uma pessoa constantemente nessa corda bamba, esse desenho fica hoje na sala da minha casa, assim como aquela música às vezes me pego parada olhando fixamente tudo isso que tem abaixo da corda enquanto toca aquele trecho na minha cabeça e sei que algo de errado não está certo.
Mas não é como se de um dia pro outro eu caísse, acho que sigo tentando funcionar normalmente e ignorar que tô começando a decida até que chega um dia que tô tão tão tão na merda que eu simplesmente largo tudo e todos de lado.
Tudo pode ser um projeto, a escrita, cuidados básicos de saúde e higiene pessoal, amigos com quem eu antes conversava com frequência, pq de repente tudo fica pesado demais, nesses momentos eu funciono no básico, na reserva e no fim só sobra energia para trabalhar pq não posso simplesmente parar de trabalhar, embora um dos trabalhos me faça me sentir mais viva, o outro me consome até o osso se deixar.

Eu amo muito esse desenho, cara! E sinto falta da pessoa que fez praticamente toda vez que olho pra ele 😕
11/08:
E aí entro num período em que eu vivo para trabalhar.
21/08:
Eu escrevi sobre isso e é um texto grande demais para juntar aqui, tô sem paciência para editar isso agora.
04/09:
Virá em outro momento, pode cobrar.
11/08:
Nesse meio tempo fiz algumas colagens legais e como tô sem dinheiro suficiente pra pagar minha terapia, passei a fazer as sessões de maneira quinzenal e nas semanas que não tem sessão, quando possível escrevo uma carta para Beatriz. Esse foi um recurso bem legal que ela propôs há uns meses e me ajudou bastante pois levar quinze dias pra ver ela em sessão e falar de tudo é cansativo eu fiquei irritada com isso e com a frequência de determinado assunto.
21/08:
Algo que como sempre comecei e parei né, como seria diferente?
04/09:
É tenho mania de achar que algo precisa ser feito constantemente como se (percebendo isso agora mesmo) eu tivesse que “trabalhar meus 30 dias para receber meu pagamento no final do mês” pqp sabe! Essa merda de lógica capetalista se infiltra em tudo, mesmo né?!

21/08:
Na sequência eu ia compartilhar as colagens que eu fiz, mas aparentemente eu deixei pra depois e não terminei haha /riso irônico e hoje eu não tô com a menor vontade de fazer isso, muito menos de postar essa edição. vou mais uma vez apenas fechar o arquivo e cancelar o retorno?
Não totalmente, tenho noção que este não é um dia típico na minha vida e não quero terminar esse texto assim, vou esperar mais uns dias e escrever uma nova versão, quem sabe em setembro eu num poste o texto com 3 partes ao invés de 2.

Se você chegou até aqui, meus parabains
Consegui minimamente editar o que foi escrito antes, mas sinto muito se parece um caos total mesmo assim.
Foi nesse dia 04 que eu escolhi o título dessa edição. Voltei, mas o que há para comemorar?
Só de escrever aqui eu encontrei várias coisas.
Estou em movimento e se eu estou em movimento eu tô viva.
Apesar de ficar rindo da minha cara mesmo ao ler o que escrevi nos piores dias, não vou menosprezar esses sentimentos também, na hora é tudo o que a gente sente e não importa, dói do mesmo jeito.
Aqui fica um reforço pra mim mesma de lembrar disso, um dia ruim não é uma vida ruim.
A adolescente que gostava de frases clichês no tumblr ainda vive em mim, afinal!
Talvez ser uma metamorfose ambulante signifique isso né? Rir, chorar, se lamentar, querer desistir por achar que não dá conta, desistir de desistir e tentar outra vez…
Outra música dele né, te entendo cara, te entendo.
Tente Outra Vez — Canção de Raul Seixas ‧ 1975
Dá para lembrar do Renato Russo também.
Mais uma vez — Canção de Renato Russo ‧ 1987
Eu me sinto terrivelmente clichê dizendo essas coisas, mas o nome da newsletter é falando o óbvio! Acho que fui muito feliz quando escolhi esse nome pois toda vez que sento para escrever alguma coisa pra cá eu penso:
“é… o óbvio precisa mesmo ser dito e repetido de diversas maneiras, de nós para nós mesmas, não tem jeito”.

e xau
